Московский Театр-студия им. Леонида Андреева: Архитектор и император Ассирии Фернандо Аррабаль.

                                                                                                     SANYA  KANTAROVSKY  1982

The Architect and the Emperor of Assyria.

Архитектор и император Ассирии      Драматург: Фернандо Аррабаль

Théâtre « Independiente » (Argentine): »Oraison » d’Arrabal.

« El mejor teatro con   ‘Oración’ de Arrabal »:

La obra, que estuvo bajo la dirección de José María Bombal durante los primeros ensayos, se pone en escena como homenaje a este director fallecido recientemente.

Se estrena Oración, escrita por el reconocido Fernando Arrabal. Esta obra, que cuenta con la actuación de Macarena Cortez (Lilbe) y Ernesto Latino Saa (Fidio) y la dirección actual de la actriz mendocina Luján Duarte Jurczyszyn, tuvo durante los primeros ensayos, la dirección del recientemente fallecido director, José María Bombal. Por este motivo, su puesta en escena es un homenaje y agradecimiento a quien pensó en concretarla en Mendoza.

Las funciones son en la sala Buffet del Teatro Independencia (Chile 1754, Ciudad).

El valor de las entradas son de: $ 120 (general) y $ 100 (estudiantes y jubilados).

La obra

Oración fue escrita en 1957 y refleja el hastío de una ingenua pareja que acaba de asesinar a su hijo. Piensan asumir los preceptos éticos de la Biblia. Llegan a la apatía enorme de la vida y, para darle un motivo, se recuestan en las escrituras sagradas para encontrar un contenido a una vida llena de acciones fatuas y, así, distinguen un motivo para el aprendizaje de lo trascendente.

Las obras de Fernando Arrabal siempre giran en torno de la duda metafísica acerca de cuál es la conveniencia de las formas éticas o prácticas y buscan el mensaje de aquello que buscamos, como el contenido de las utopías con la única razón de avanzar.

FICHA TECNICA:

 

Obra: Oración de Fernando Arrabal

Elenco: Macarena Cortez (Lilbe) y Ernesto Latino Saa (Fidio)

Dirección: José María Bombal

Asistente de dirección: Lujan Duarte Jurczyszyn

Asistente: Melisa Anconetani

Escenografía, Arte e Iluminación: Orlando Carmona

Música y Diseño: Matías Bombal

Producción general: José María Bombal, Luján Duarte Jurczyszyn, Ernesto Latino Saa y Macarena Cortez

Gráfica: Zata producciones

Lugar: Sala Buffet de Teatro Independencia

Entrada general: $120; estudiantes y jubilados: $100

Venta de entradas: en la boletería del teatro y anticipadas

Fernando Arrabal seduce a Uruguay.

Le théâtre d’Arrabal séduit l’Uruguay.

Zelmar Michelini 1287, CP.11100, Montevideo, Uruguay.

Copyright ® EL PAIS S.A. 1918-2017

 

Fernando Arrabal siempre estuvo  presente de este lado del Atlántico. Mañana en el Centro Cultura de España se da un paso más en esa dirección, con la inauguración de la Primera edición de Transatlántico, que tiene a Montevideo entre sus sedes.  El arquitecto y el emperador de Asiria, del famoso escritor y cineasta radicado en Francia es la obra que veremos. Fernando Arrabal es el artista de vanguardia  cofundador en 1963 del Grupo Pánico. Agrupación que propone un teatro visceral de fuerte corte performático.  La obra  presenta justamente a un ser humano salvaje, a quien la naturaleza obedece, y que vive solo en una isla desierta. Pero un gran accidente, que hace saltar la alarma nuclear, le deja un nuevo acompañante, un individuo del más común de los mortales, que se hará pasar por emperador de Asiria y querrá educarlo para tener un súbdito.  Las supuestas clases se convierten en un frenesí loco y poco a poco el juego teatral se convierte en un ámbito terapéutico, donde el accidentado descubre la intoxicación del poder sobre sí mismo y necesitará transformar unos valores equivocados (u oxidados) sobre el entendimiento del mundo, la familia y la sexualidad que lo llevarán a confesar su identidad .  La producción  está a cargo de Arts Runner, una red de difusión cultural cuyo campo de acción es el arco del Mediterráneo y la cuenca del Río de la Plata. De hecho, el ciclo abarca también la ciudad de Buenos Aires.

Arrabal, 17.VIII.2017:

La silueta de un terrorista con un « spray » borrando el símbolo de la paz

EFE, Faro, País, Periódico, Melilla, Heraldo, etc.

« Picnic au front » d’Arrabal: Festival international du théâtre du Liban 2017.

Festival international du théâtre du Liban du 19 au 23 août 2017

dans les villes libanaises de Nabatiyeh et Tire.

L’appel à propositions du Festival a reçu une réponse internationale massive qui a rendu très difficile pour le comité de sélection de choisir les compagnies de théâtre composant le programme 2017.

Kassem Istanbouli, directeur du Festival:  « Nous voulons célébrer la diversité ».

« Attendant Godot  » de Samuel Beckett

 …

 

« Picnic  au front » de Fernando Arrabal                                                       LEBANON                 Université Antonine

Cérémonie de clôture

Wilson Coêlho: « Arrabal, O homem sem raízes » (agosto de 2017).

 


ARRABAL: O HOMEM SEM RAÍZES
13 de agosto de 2017
Dramaturgo, escritor, poeta, cineasta, pintor, desenhista, roteirista, jogador e teórico do xadrez, o espanhol Fernando Arrabal nasceu aos 11 de agosto de 1932, em Melilla, no continente africano (Marrocos espanhol), filho de Fernando Arrabal Ruiz e Carmen Téran González. Em 1936, por ter se recusado a colaborar com o General Franco no golpe militar de seu país, seu pai, tenente em Melilla, foi preso e condenado à morte. Tendo a pena trocada por 30 anos de prisão, foi transferido para a Cidade Rodrigo (Salamanca), depois, internado no hospital psiquiátrico de Burgos. Em 1942, desaparece em circunstâncias misteriosas e não se ouve mais falar dele. Desde 1940, a família de Arrabal se instala em Madri.

A tragédia da guerra civil espanhola está fortemente presente em sua obra literária e, de certa forma, sua vocação de dramaturgo e escritor se alimenta dos transtornos sociológicos, do sistema totalitário, o desaparecimento de seu pai e as relações difíceis no seio de sua própria família. Aos 10 anos de idade, começa a escrever e ao participar de um concurso de matemática recebe o Prêmio nacional de “superdotado”.

Arrabal é um admirador de Goya, Valle-Inclán e Buñuel, e algumas de suas peças caminham em direção ao barroco: uma magia, uma festa suntuosa, uma abundância de gestos, de gritos e de cores, destinados a violentar, a “chocar” o espectador.

Mas o aspecto barroco na obra de Arrabal, como um “realismo da confusão”, é uma nova maneira que ele encontra para liberar seus transtornos na medida em que os transfigura, impondo-lhes um tipo de ordem e, de alguma forma, reencontrando o sentido primeiro do seu teatro de magia, onde são tênues as fronteiras que a separam de sua vida. E, compreendendo e aceitando a condição de que as estruturas do diálogo, da ação teatral e do universo têm a mesma forma, para Arrabal, o teatro não se resume ao palco, mas ele é tudo isso que advém, onde a ação – por ser a imagem refletida do mundo – não deve ser uma mera demonstração de alegorias e maneirismos cênicos.

Ao conceber a dramaturgia, Arrabal parte de suas inquietudes políticas e existenciais, faz da história o espaço cênico e o principal fundamento da elaboração de sua criação teatral. Sua dramaturgia não se limita à pretensão de criar um novo texto, mas elabora um tipo de carpintaria teatral que, apesar da aparente ingenuidade e da exploração do nonsense, parece ter um rigor científico do ritual.

A ideia de um “rigor científico do ritual” trata-se de uma alusão ao fato de que, apesar do aparente inusitado do transe, há uma lógica interna no ritual, onde se rompe a fronteira entre atores e espectadores, considerando que de alguma forma todos participam. Num determinado sentido, coloca em questão a ideia do público como uma entidade, ao mesmo tempo em que referenda o fenômeno de algo que se torna público, no momento em que é “publicado”.

Para tanto, provoca uma espécie de necessidade de romper com o mero conceito de “representação”. Levando em conta que sua produção tem sido reconhecida como Teatro do Absurdo, juntamente com Beckett, Ionesco, Adamov e tantos outros.

Para ele, o teatro é “sobretudo uma cerimônia, uma festa, que tem do sacrílego e do sagrado, do erotismo e do misticismo, da colocação da morte e da exaltação da vida. Eu sonho um teatro onde humor e poesia, fascinação e pânico não fariam mais que um. O rito teatral se transformaria então em ‘operamundi’, como os fantasmas de Dom Quixote, os pesadelos de Alice no país das maravilhas, o delírio de K., até os sonhos humanoides que frequentavam as noites de uma máquina IBM.”

Para alguns, o teatro de vanguarda no Brasil se inicia com a montagem de sua obra “O cemitério de automóveis”, dirigido pelo argentino Victor García, com produção de Ruth Escobar e tendo como protagonista, no papel de Emanu, o ator capixaba Stênio Garcia.

Mesmo tendo se reunido com os surrealistas e Breton e, ainda, ter sido nomeado Sátrapa, uma espécie de Prêmio Nobel do Colégio de Patafísica de Paris, seu lugar de destaque está no pânico. Em 1962, juntamente com seus amigos, o desenhista Roland Topor, o escritor Sternberg e o encenador Alexandro Jodorowsky, apaixonado pelo “happening”, Arrabal funda o Movimento Pânico – designação que vem etimologicamente do deus grego Pan, da totalidade, momento em que abandona um pouco suas parábolas “infantis” para explorar a veia do fantástico e do ritual. De certa maneira, o seu reencontro com os surrealistas faz com que ele desenvolva e leve adiante a crueldade colocando em prática algumas das ideias preconizadas Antonin Artaud.

 

A obra de Arrabal é formada de 14 romances, 800 livros de poesia, três epístolas, mais de uma centena de peças de teatro, sete filmes em longa-metragem e diversos curtas, outra centena de livros de arte e técnica de xadrez, seis livros destinados ao fracasso, uma centena de telas pintadas, muitos milhares de fotografias, um milhar de artigos para a imprensa internacional, muitas centenas de conferências nas universidades mais prestigiadas do mundo.

Sua criatividade múltipla está também manifestada nas artes plásticas, que ele explorou numa abundância de esculturas, pinturas, colagens, desenhos, e que fazem o objeto de numerosas exposições e retrospectivas em galerias e museus de diversos países.

Ele tem recebido um grande número de honrarias e prêmios internacionais. Sua obra está traduzida na maioria das línguas e seu teatro entre os mais encenados do mundo.

Enfim, Fernando Arrabal, o Transcendente Sátrapa do Colégio de Patafísica de Paris que conviveu com Dali, Picasso, Sartre, Duchamp, Ionèsco, Cioran, Beckett, Dario Fo, Umberto Eco, Breton, Boris Vian, Man Ray, Andy Warhol, Tristan Tzara, Genet e tantos outros, é considerado como o único sobrevivente dos “quatro avatares da modernidade”, a saber, o Surrealismo, o Postismo, a Patafísica e o Pânico. Ademais, tendo nascido no continente africano e vivendo em Paris desde 1955, como uma espécie de autoexilado, ele se diz natural da “Desterrolândia” e, ainda, insiste em afirmar que não tem raízes, mas – sim – asas.

 

Foto: Thieri Foulc (escritor francês e Régistrateur de l’Ordre do Collège de Pataphysique), Fulvio Abbate (escritor, cineasta e crítico de arte italiano), Fernando Arrabal (dramaturgo e poeta espanhol), Wilson Coêlho (dramaturgo e escritor brasileiro) e Diego Bardón (toreiro pânico espanhol) entre um vinho e outro no almoço com Arrabal aos 03-02-2013, em Paris. — com Thieri Foulc, Fulvio Abbate, Fernando Arrabal e Diego Bardón.